Créditos: Informações retiradas de Marco Aurélio Neves ao Diário do Comércio
(Postada em 28/07/2025)
Apesar dos impactos negativos esperados com o tarifaço do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, o mercado imobiliário brasileiro vê espaço para oportunidades. A expectativa é de que investidores recorram aos imóveis como forma de proteger o patrimônio em meio à instabilidade econômica.
As tarifas, que preveem aumento de 50% sobre todos os produtos brasileiros a partir de 1º de agosto, devem pressionar o dólar, a inflação e os custos de materiais importados para a construção civil. A valorização da moeda norte-americana e a inflação elevada tendem a reduzir o poder de compra da população e a levar o Banco Central (BC) a manter a Selic em níveis altos por mais tempo. Atualmente, a taxa básica está em 15% ao ano, o maior patamar desde 2006.
Para Eliza Novaes, presidente da Comissão Estadual de Direito Imobiliário da OAB/MG, “esse aumento nos custos repercute em toda cadeia imobiliária, gerando desafios para incorporadoras e fornecedores”. Segundo ela, os impactos atingirão os lançamentos e investimentos em empreendimentos residenciais e comerciais, além de encarecer materiais de construção e provocar possíveis atrasos em entregas.
Imóveis de alto padrão como refúgio
Mesmo com o cenário desafiador, Eliza Novaes acredita em uma movimentação positiva entre os investidores: “A gente acredita que grandes negócios vão ocorrer nesse sentido, de investimento em imóveis, por segurança, principalmente diante do cenário da bolsa de valores”.
Ela ressalta que o tarifaço pegou o setor produtivo de surpresa e recomenda prudência: “Agora é observar o mercado. A tendência muito maior é que as pessoas busquem investimento na proteção patrimonial. Nesse momento de incerteza política e econômica, o que esperamos é que investidores migrem para ativos mais seguros”.
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